quinta-feira, maio 31, 2012

Não tenho tempo para escrever

Estou demasiado ocupada a lançar pássaros contra cenas.

terça-feira, maio 29, 2012

Roubei esta imagem para enfeitar o meu blog


Terror

Desde Setembro de 2007 que não vejo filmes de terror. Não vou dizer porquê, mas sinto que esta minha decisão de recomeçar a vê-los talvez seja um bom sinal da minha sanidade mental.
Quando era mais nova, o meu filme de terror de eleição era o Chucky. Borrava-me de medo. Até que um dia aluguei o filme "A noiva de Chucky" na biblioteca municipal (num dos dias em que um dos funcionários não me impediu de o levar por eu ser menor de 18) e, de repente, o filme que era de terror passou a ser de comédia. Lembro-me vagamente de uma cena em que estavam os dois bonecos dentro de uma carrinha em andamento e íam matar umas pessoas. Mataram um e depois já não me lembro porquê, a porta de trás da carrinha abriu-se e outra pessoa foi projectada para a frente de outro camião que ía na auto-estrada, morrendo também. Nisto, o Chucky vira-se para a noiva e diz "Olha, assim também resulta!". E eu achei graça.



Para comemorar esta minha decisão arrojada, decidi ver o Saw, que pelo que ouvi dizer e pela sinopse, parecia-me ser uma boa escolha. Assim sendo, para evitar pesadelos ou noites mal dormidas, vi o filme à tarde, com as janelas bem abertas, a deixar a luz entrar, ao mesmo tempo que ía descascando os legumes para a sopa. Um filme de terror visto assim perde logo 60% do medo.
E o filme realmente é brutal. Esperemos que não haja muitos psicopatas destes a cirandar por este mundo e, se os há, que se dediquem apenas à ficção.


Um dia destes hei-de juntar um grupo de amigos num sofá à noite, a ver um destes filmes. Aí é que era mesmo uma comédia.

P.S. Pus aqui imagens suaves que é para ninguém ter uma indigestão.

Pássaros Zangados

Eu sou pessoa que quando estou meio que aborrecida jogo o pacman ou então jogo xadrez contra o computador (de vez em quando até ganho e tudo). E desta vez, como já estava farta do pacman, porque, convenhamos, o gajo faz sempre a mesma coisa e os níveis são todos iguais e também não me estava a apetecer puxar muito pela mioleira e estar sempre a voltar atrás nas jogadas do computador contra mim no xadrez (é assim que eu consigo de vez em quando ganhar-lhe, porque volto atrás muitas vezes), decidi explorar o...


Tornou-se um vício. Acho piada a este conceito de pássaros zangados libertarem os seus semelhantes das gaiolas. Ou darem cabo de porcos (verdes) porque lhes roubaram os ovos. Agora já percebi o sentido deste vídeo que um amigo me enviou:


Também gostava muito de fazer um bolo com os angry birds, mas não neste género...embora seja divertido...

Walt's

Era este o nome do restaurante onde trabalhei na Disney. Agora que finalmente descobri a única forma de transferir as fotos do telemóvel para o pc (bendita pen de bluetooth, que após mais de cinco anos, continuas a funcionar lindamente), aqui deixo alguns dos pratos que se comem no restaurante mais finório da Disneyland:

Entradas: tatin de légumes e asperges vertes.

Gourmet Burger (com foie gras), o ex libris do restaurante.

Sobremesas do 20ª aniversário.

Milkshakes

Assiette découverte

Cobbler, do lado esquerdo e Crème Brulêe, do lado direito.
O cobbler era uma sobremesa para os míudos, mas era muita bom. O créme brulee era óptimo, mas dispensava os frutos secos dentro do creme.

Moelleux chocolat. O que faz desta sobremesa um espectáculo é a combinação de sabores.

Pain d'épices
Como só me lembrei de fotografar os pratos no último dia, e como tive que tirá-las à socapa, só ficaram aqui representadas as sobremesas, porque era quando o serviço já estava mais calmo, e eram as últimas mesas a serem servidas. Maneira que faltam aqui imensos pratos. E o gourmet burger nunca chegou a ser provado pelas minhas papilas gustativas, com muita pena minha. E eu até dispensava o foie gras...

A verdade e a mentira

Eu tenho um problema. Na verdade, não seria um problema, podia até ser uma virtude, mas nem sempre é, porque os outros nem sempre consideram como tal.
Eu não minto. Minto. Eu raramente minto, muito raramente.

E quando minto, é porque algo exterior me obriga a mentir, e eu tenho que fazer um enorme esforço para isso (pode-se mesmo dizer que me dá trabalho). Por exemplo, com a minha avó, sou forçada a ter que omitir ou meio que aldrabar algumas coisas, mas isso é porque a minha avó é uma rica senhora, mas não compreende que eu tenho o direito de viver a minha vida, sair à noite, não dormir em casa ocasionalmente, entre outras coisas. A minha avó, de tanto me querer fazer uma boa menina (muito castradinha), acabou por fazer com que eu fosse um bocado má menina com ela. E demorou algum tempo para que eu adquirisse estes hábitos de aldrabice, mas a minha falta de paciência para ralhetes que não fazem sentido resultou nisso. É que se eu fosse moça mal comportada, com tendência para maus caminhos, mas eu já dei provas mais que suficientes da minha maturidade. E, se por acaso até fosse mal comportada, os ralhetes nesta altura também não serviriam de nada.

Mas, àparte da minha pseudo-aldrabice, que também é bastante rara, com a minha avó, eu sofro do mal oposto. Eu sou demasiado franca. Maneira que muitas vezes, se me perguntam alguma coisa, eu respondo a verdade.

Se uma pessoa me deu um perfume, que não era suposto ser para mim, mas por proximidade, acabou por ser uma prenda que eu não fazia questão nenhuma de receber, e se essa pessoa me perguntar "então e gostaste?", eu respondo "eeer, não faz muito o meu género". E, a ver bem, eu até fui suavezinha, podia ter dito "Não, não gostei mesmo nada. O cheiro não tem nada a ver comigo. Mas também oferecer-me um perfume que nem sequer foi pensado para ser para mim (aliás, foi confundido com perfume de homem), às vezes dá barraca."
E nestas ocasiões, alguém me segreda ao ouvido "opá, dizias que gostavas e pronto.". E eu respondo "mas eu não gostei! estaria a mentir à cara podre se dissesse que tinha gostado".

Acho que esta minha característica de ser franca, ou desbocada, faz com que às vezes as pessoas se chateiem comigo. Felizmente, este tipo de coisas também não acontecem com frequência.

Gostava de fazer a experiência de, durante um mês, o mundo ser um sítio onde ninguém mentisse. E gostava de perceber se isso faria com que o mundo fosse um sítio melhor, ou se o mundo precisa mesmo destas aldrabices e cinismos para se manter mais ou menos estável.

sábado, maio 26, 2012

Xinapá...perdi um kilo

Isto pede comemoração com uma tigela de estrelitas.

sexta-feira, maio 25, 2012

Dieta não ditatorial

Não me considero invejosa, nem avarenta, nem preguiçosa (ok, sou um  bocadinho), muito menos orgulhosa ou raivosa (ira). Maneiras que o meu pecado capital é mesmo a gula. Como diz o meu rapaz, eu quando gosto de algo, é até fartar. Literalmente. Lembro-me de aqui há uns anos as bolachas da marca Filipinos venderem aquilo que seria suposto serem os buracos das bolachas. E vendiam aquilo em pequenos baldinhos no supermercado. Eu andava tão viciada naquelas bolinhas que enfardei vários baldinhos (que não são de merda) até ficar, mesmo, enjoada. A partir daí nunca mais voltei a comer e creio que nunca mais voltaram a comercializá-los.

Assim sendo, não é que enfarde tudo o que veja à frente, mas gosto de contrariar esta mania feminina de que temos que viver a vida inteira em restrições alimentares, por motivos de beleza muitas vezes idiotas. Claro que com 23 anos, beneficio de um metabolismo que, no geral, é muito meu amigo, e de um corpo jovem. Sei que daqui a uns tempos vou ter mais dificuldade em emagrecer (ou pelo menos, é o que me dizem).

Isto tudo para dizer que eu tenho algum cuidado, mas devia ter mais. E de vez em quando (eu diria, uma média de 5 em 5 meses) decido fazer dieta. Claro que as "dietas à Carolina" são como as camisolas da contrafacção que se vendem na feira. Sei que, psicologicamente, se me impedir de comer coisas que gosto, mais tentada me vou sentir a ingeri-las, portanto faço uma dieta leve, sem grandes pesos na consciência. Ainda para mais se, como foi o caso de hoje, estiver numa casa onde me oferecem um risotto de salmão fumado e queijo provolone. Não comer este petisco iria completamente contra o meu princípio de provar tudo o que é novo, e que me pareça interessante (refiro-me a comida). Mas em compensação, não aceitei coca-cola e bebi água ao jantar. E isto para a minha psique funciona que é uma beleza.

Quando me vou pesar (o que também só faço, em média, de 5 em 5 meses, que é quando decido fazer a pseudo-dieta), fico então muito espantada em ver que não perdi absolutamente nada. Como ainda tenho aquelas balanças analógicas, verifico sempre se o ponteiro realmente estava no "0", porque nunca se sabe, podia perfeitamente estar adiantado antes de eu me pôr em cima da balança e eu não ter reparado.

E logo de seguida, continuo a enganar-me a mim própria, e penso que se não perdi peso, é porque ganhei massa muscular a andar de bicicleta e se não for disso, é porque a minha roupa é pesada. Existe sempre alguma explicação. Que não passa certamente por aquele copo de ovos moles que comi a ver a Fox, ou os dois mini-magnuns que a minha mãe quis comprar, apesar de as minhas súplicas para ela não o fazer.

Hoje vim dizer a mim própria que assim não vou longe. Se quero vestir vestidos e camisolas que eu gosto, tenho mesmo que perder uns 4/5 kilos. Continuo com a minha premissa de não tomar comprimidos nenhuns para emagrecer...que embora eu seja pouco rigorosa, acredito que se quero mudar os hábitos alimentares, tem que ser a sério, a longo prazo e sem facilitismos. Mas tenho mesmo que ter algum cuidado, sobretudo com o açúcar e com os ovos, porque tenho medo de estar a fazer a cama para a diabetes e colesterol elevado. Agora vamos lá a ver se a minha gula se acalma.

quinta-feira, maio 24, 2012

A lua de Joana


Este livro foi publicado em 1992. Eu comecei a lê-lo em 2002 (sei isto porque pelos vistos, há dez anos atrás eu escrevia a data sempre que fazia uma paragem na leitura, não sei muito bem porquê) mas a preguiça para a leitura ou o desinteresse pela Maria Teresa Gonzalez ma altura fizeram com que nunca chegasse a lê-lo até ao fim. E em 2012 li-o todo, numa noite de insónia. E achei engraçado este intervalo de dez anos consecutivos.

Pese o facto de o tema da droga ser um tema aliciante para mim (enquanto objecto de estudo, não enquanto objecto de consumo), foi sobretudo o relato dela da dinâmica familiar que mais me agradou e como isso de facto se relacionou com o consumo (neste caso). A parte final tocou-me. Gosto sempre que as histórias tenham um final tocante, seja feliz ou trágico.

Emprego

Duas entrevistas. Uma promessa de um salário, não de sonho, mas mais ou menos ajustado às funções. A possibilidade de ficar num quarto com ambiente porreiro e ir de bicicleta para o trabalho. Poder estar mais tempo com o meu rapaz. Expectativas feitas, expectativas quebradas.

À terceira entrevista, a outra metade da história é contada, a música que me dão não é o meu género. Não sou um poço de esperteza, não conheço o código de trabalho de uma ponta a outra, mas normalmente percebo quando é que me estão a dar baile, conversa de xaxa. Ainda para mais quando se armam em senhores e utilizam expressões como "este é o nosso target" ou "não temos budget para isso". Eu sei onde lhe colocaria o budget ou o target. Orçamento, objectivo, já ouviu falar? É que uma coisa é utilizar termos ingleses que não têm tradução (o know-how ainda se aceita), outra coisa é armar-se em paneleirote, que é completamente diferente.

Vou recusar. Se fosse na minha área, eu faria o sacrifício...não sendo, não se justifica. E com esta, vão-se acumulando oportunidades, que não são oportunidades, são mais enganos, tentativas. E é que há com cada "oferta de trabalho", que é impressionante.

Não fosse este sol, a nossa boa comidinha, os símbolos culturais com os quais me identifico, as pessoas que me custaria deixar e que não podem vir comigo....E eu dava-lhe um budget na fuça e fazia do meu target desopilar daqui para fora.

domingo, maio 20, 2012

Nicholas Sparks

A pôr meio mundo a chorar baba e ranho com as suas histórias repletas de amor e drama, desde 1995.


Este ficou-me na cabeça. Não sei se foi por ter lido o livro, se é porque gosto muito dos actores (Kevin Costner, Paul Newman, Robbie Coltrane...o Hagrid do HP, eheheh), mas isto é que foi ficar com os olhos toldados (e vidrados) em frente à tv da cozinha. F...que bonito.

Hoje

Hoje conheci o mais recente elemento da família. Nasceu ontem. E foi a primeira vez que segurei um recém-nascido. Continuo com pouco jeito para a coisa. Mas sinto que vou gostar do puto. Parabéns primaça.

sábado, maio 19, 2012

homenagem ao frederico





Frederico também lê o Público.

Frederico a vigiar o inimigo.

O que eu gosto deste bicho.

Colecção Tim Burton

Caro Público,

Esta semana comprei o jornal de propósito (normalmente leio na net, mas como já recebi - finalmente - desta vez decidi comprar em papel), mais por causa do filme Caos Calmo, do Nanni Moretti.

E foi com muito agrado que li as 3 páginas dedicadas aos filmes e informações da colecção do Tim Burton, que é um senhor que eu até achava que não faria muito o meu género, mas que é daqueles que também começa por estranhar, e depois, não digo entranha, mas aprecia-se, toma-se-lhe o gosto e fica-se na expectativa do próximo. Sobretudo a partir do momento em que soube que tinha sido ele a realizar o Eduardo Mãos-de-Tesoura, em 1990. Nessa altura, a o único realizador que eu conhecia era o Spielberg e era porque adorava o Parque Jurássico (e ainda adoro).

Posto isto, gosto da ideia de fazerem uma colecção do Tim...MAS, tenho pena de três coisas. A primeira não é muito importante, mas ainda assim, não compreendo porque é que não puseram os filmes por ordem cronológica, começando no Eduardo Mãos-de-Tesoura, terminando no Sweeney Tod.
A segunda, e essa sim é que é uma grande pena, é não terem incluído o filme do Batman e, mais recentemente, Alice in Wonderland.
A terceira, e não querendo desrespeitar, mas se fosse um nadinha mais barato, também dava jeito.

Cordialmente,

Uma leitora muito chatinha.



sábado, maio 12, 2012

Encorporamento do estereótipo

Eu - Nuno Miguel...3 coisas
1ª Nunca digas nunca. Não sabes o que o futuro nos reserva. Hoje somos maluquinhos um pelo outro e não vemos ninguém absolutamente mais perfeito para nós. Amanhã tu embeiças-te por uma sueca e eu embeiço-me por um argentino.

Ele - Está bem. Eu não digo nunca.

Eu - 2º Eu sei que tu sabes o que é que o dia 8 de Junho simboliza, por isso, pára lá de ignorar e sugere lá uma coisa gira para fazermos os dois, que ainda por cima, calha mesmo bem, a uma sexta.feira e depois do teu exame.

3ª quando é que me dás uma aliança e enfias uma no teu dedinho tb ? LOL (e mostrei-lhe pela webcam que bem que me ficava este anel com um lacinho que tenho no dedo)

Ele (ri-se ostensivamente e diz) - Mas sim, como as aulas acabam no dia 12 e essa é a minha ultima frequência, podemos fazer qualquer coisa.
dou-te uma aliança feita com flores

Eu (como gaja que sou, ignorei a parte da aliança com flores, que ainda estou para saber como é que ele faria isso, e foquei-me na parte com que vale a pena implicar) - "podemos fazer qualquer coisa"....tsc tsc

Ele - Sabes que eu sou péssimo para isto.  Nestas coisas não me vem nada à cabeça.
Vamos ver o ditador.

Eu - o dia que simboliza 2 anos de namoro e este homem diz-me "sim, podemos fazer qualquer coisa..." que é como quem diz, olha, podemos ir ali ao pingo doce comprar uma caixa de cotonetes.

Ai nuno miguel....tu tens tanta sorte de tu e eu estarmos tesos neste momento....senao...

...o ditador???

eu nao quero ir ver um filme com o título "o ditador" num dia especial. tipo, o ditador vemos noutro dia qualquer.

Eu normalmente até sou dada a comemorações alternativas, mas não sei se é da influência de outros casais amigos, se é da lavagem cerebral dos filmes norte-americanos, mas desta vez gostava que pudéssemos ter uma comemoração de um dia especial...normal. O que implicaria gastar dinheiro num jantar num bom restaurante, em que iríamos os dois apipocados e cheirosos, e mais um tanto num hotel jeitoso (o Ritz, por exemplo).

Ou pelo menos, foi o que me passou pela cabeça neste momento. Mas agora já voltei ao normal. Acho eu.