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sábado, maio 04, 2013
Introdução ao cinema romeno
Bem, fui logo começar por um jeitoso. Cru. Bem cru. Mas não desgostei.
Agora vou ver se tenho tempo para ver um mais...colorido.
quinta-feira, abril 11, 2013
Hoje
De manhã, fui ao Auchan, porque tinha coisas para comprar, todas elas saudáveis, a sério que sim, a única excepção foi isto:
(Esta é a parte em que o Nuno Miguel desvia a cara e passa para a imagem seguinte)
1º Os bolos são pequeninos, muito pequeninos, microscópicos quase. Metade é embalagem.
2º Os bolos vão ser partilhados com as colegas da casa.
3º Os bolos fazem-me relembrar memórias de infância porque eu há anos que não provava este sabor e não há nada como reviver saudavelmente memórias de infância (se eu não o fizesse podia mesmo vir a desenvolver uma patologia psicológica qualquer).
4º Foram comprados em maior quantidade porque o auchan fica mais longe e portanto, raramente lá irei.
E a propósito do snickers, epá, o snickers aqui custa 0,40€, seria um crime se não comprasse. Em Portugal é caro, a meu ver.

À tarde fui ver este filme aqui ao cinema em Cluj...À BORLA. Pois é, sessão das 15h é gratuita para estudantes. E podemos sempre fazer de conta que ainda somos estudantes apresentando um cartão assim um bocado passado da validade. Eu nem apresentei, fiz o gesto de abrir a carteira e procurar em slow motion que às vezes é o que basta para o truque funcionar. E funcionou.
É que entre ser estudante e ser jovem desempregada/voluntária vai dar um bocado ao mesmo. O orçamento continua a ser limitado. De qualquer forma, para a próxima até poderei pagar se tiver o desconto de cartão jovem porque não me posso queixar do preço (é barato em comparação com Pt) e deixar as sessões à borla para quando não tiver mesmo um tostão furado.
Sobre o filme...Bom, gostei...assim assim (em romeno é algo parecido com "ashashasha"). Acho que não me identifico muito com o estilo deste realizador. Se calhar sou eu que não o percebo. A imagem é lindíssima, gosto da interpretação dos actores e tem cenas óptimas, a história é que não me puxa muito, não sei porquê. É um bocado marada. E eu gosto de cenas maradas mas sou selectiva na "maradice". Não sei como é o livro, nunca o li, talvez goste mais.
Sobre o filme...Bom, gostei...assim assim (em romeno é algo parecido com "ashashasha"). Acho que não me identifico muito com o estilo deste realizador. Se calhar sou eu que não o percebo. A imagem é lindíssima, gosto da interpretação dos actores e tem cenas óptimas, a história é que não me puxa muito, não sei porquê. É um bocado marada. E eu gosto de cenas maradas mas sou selectiva na "maradice". Não sei como é o livro, nunca o li, talvez goste mais.
Há que contar, é certo, com dois factores: o primeiro foi o facto de ter visto com legendas em romeno (felizmente aqui não dobram), maneira que metade do meu cérebro ía tentando aprender e o outro tentava apanhar tudo o que os actores diziam (e houve algumas coisas que não apanhei a 100% porque o som das falas às vezes era baixo). O segundo factor foi o facto de me dar uma soneira a meio e ainda passei pelas brasas, como tenho o nariz entupido, não sei se alguém me ouviu a fazer um ligeiro ruído (sim, porque eu sou uma lady, não ressono, faço apenas leves ruídos, na maior parte das vezes, até são melodiosos).
À noite, fiz a minha/nossa primeira refeição no forno. As batatas e a salada estavam óptimas. Mas o frango ficou mal assado. O forno tinha uma maneira diferente de funcionar e quando eu finalmente descobri como é que ele funcionava gastei o último fósforo que havia na caixa (senti-me como o Bruce Willis no filme do 5º elemento, mas no meu caso, não era para salvar o mundo, era só para salvar o frango, salvo seja). Como a cozinha fica cinco roles de escadas abaixo do piso dos nossos quartos (76 degraus, para ser exacta), não me apeteceu estar a gritar pela Célia para ela me vir dizer como é que aquilo funcionava antes de esgotar o último fósforo. Mas comeu-se à mesma. Quando descobrir mais fósforos, amanhã faço o resto convenientemente.
E já agora, ontem fui a um workshop de danças tradicionais de leste (Latvia, Bielorússia, etc) aqui numa associação de jovens que também tem voluntários de EVS a trabalhar e foi muito giro.
E amanhã vou ter a minha primeira language exchange, creio que de romeno e um pouco de húngaro (eu, por minha vez, ensino inglês). À tarde, era também para ir a Baia Mare, que é mais a norte, mas entretanto a coitada da Célia também ficou adoentada, não sei se fui eu que lhe passei o vírus se foi do frio que ela apanhou, mas entretanto o passeio ficou suspenso. Fica para quando estiver mais sol.
La revedere.
E já agora, ontem fui a um workshop de danças tradicionais de leste (Latvia, Bielorússia, etc) aqui numa associação de jovens que também tem voluntários de EVS a trabalhar e foi muito giro.
E amanhã vou ter a minha primeira language exchange, creio que de romeno e um pouco de húngaro (eu, por minha vez, ensino inglês). À tarde, era também para ir a Baia Mare, que é mais a norte, mas entretanto a coitada da Célia também ficou adoentada, não sei se fui eu que lhe passei o vírus se foi do frio que ela apanhou, mas entretanto o passeio ficou suspenso. Fica para quando estiver mais sol.
La revedere.
segunda-feira, março 25, 2013
Christian Bale
Eu sabia que conhecia este homem, mas não me lembrava de onde.
Era daqui:
Não me recordo de ter visto nenhum dos outros filmes em que ele participou (tirando a trilogia do Batman, que já vi duas vezes), mas lembro-me que também gostei muito deste, que é quase o oposto do Batman no que diz respeito à representação. Mas como ele neste filme estava esquelético, com péssimo aspecto e vai-se a ver (SPOILER alert!) e tinha atropelado uma mãe e uma criancinha, eu prefiro lembrá-lo assim...
Era daqui:
Não me recordo de ter visto nenhum dos outros filmes em que ele participou (tirando a trilogia do Batman, que já vi duas vezes), mas lembro-me que também gostei muito deste, que é quase o oposto do Batman no que diz respeito à representação. Mas como ele neste filme estava esquelético, com péssimo aspecto e vai-se a ver (SPOILER alert!) e tinha atropelado uma mãe e uma criancinha, eu prefiro lembrá-lo assim...
Muito melhor.
sexta-feira, março 22, 2013
Taken
Mais um filme que também me deixou com o coração na boca.
E, a propósito do tema do filme, fica aqui também este depoimento.
E, a propósito do tema do filme, fica aqui também este depoimento.
quarta-feira, março 20, 2013
quarta-feira, março 06, 2013
terça-feira, março 05, 2013
terça-feira, novembro 06, 2012
A família Addams
O que eu me diverti a ver isto nesta semana do Halloween.
Ainda pensei em pôr uma peruca preta e um chapéu de bruxa para ver a reacção dos velhotes, mas com a preparação da Feira dos Santos não deu tempo. Além disso, não sei se eles iriam achar graça ou compreender a ideia da bruxa no 31 de Outubro. Uma vez fui para o trabalho vestida de tons escuros e uma velhota perguntou-me logo se tinha morrido alguém, portanto...
Ainda pensei em pôr uma peruca preta e um chapéu de bruxa para ver a reacção dos velhotes, mas com a preparação da Feira dos Santos não deu tempo. Além disso, não sei se eles iriam achar graça ou compreender a ideia da bruxa no 31 de Outubro. Uma vez fui para o trabalho vestida de tons escuros e uma velhota perguntou-me logo se tinha morrido alguém, portanto...
segunda-feira, outubro 08, 2012
Um filme químico, natural ou assim-assim
Vi-o a semana passada. Sinceramente, não fiquei deslumbrada. É girinho, aborda um velho conceito de uma forma nova, mas não vai para o meu top 10.
Já este...vai direitinho para lá. Adorei. Um filme sobre o trabalho de uma Brigada de Menores em Paris, bastante (mesmo muito) realista. Um bocado caótico, complexo, intenso, muito bom.
Outro francês. Também recomendável. Tanto bom cinema fora dos EU e tão pouco valorizado.
Este já vem de lá. Tem o valor que tem porque relembra memórias de adolescente. 12 anos depois, já se nota que estão a ficar velhotes.
Também dos EU. Dos poucos filmes em que a Kristen se mostra como boa actriz. Dá-me ideia que a moça tem queda é para estas personagens. Recomenda-se.
Índia. Título em inglês: Every child is special. Filme lindo e maravilhoso.
Irão. Devido à minha memória de pardal, já não me lembro bem da história, mas lembro-me de ter gostado do filme, maneira que também se recomenda.
Líbano. Acho que já falei dele aqui. Um filme belo e intenso com uma banda sonora lindíssima que ainda hoje visita o meu mp3 com regularidade.
Brasil. Já o vi duas vezes. Muito porreiro.
Espanha. Gosto de bons filmes de prisão.
Viva o cinema internacional! Vivaaaaa!
Este já vem de lá. Tem o valor que tem porque relembra memórias de adolescente. 12 anos depois, já se nota que estão a ficar velhotes.
Também dos EU. Dos poucos filmes em que a Kristen se mostra como boa actriz. Dá-me ideia que a moça tem queda é para estas personagens. Recomenda-se.
Índia. Título em inglês: Every child is special. Filme lindo e maravilhoso.
Líbano. Acho que já falei dele aqui. Um filme belo e intenso com uma banda sonora lindíssima que ainda hoje visita o meu mp3 com regularidade.
Brasil. Já o vi duas vezes. Muito porreiro.
Espanha. Gosto de bons filmes de prisão.
Viva o cinema internacional! Vivaaaaa!
segunda-feira, setembro 10, 2012
Que filme soberbo
Banda sonora idem.
Vozes idem aspas.
Nunca o tinha visto com atenção do início ao fim.
É por estes filmes que eu tenho muita pena de não ter um LCD e um bom sistema de som.
Se eu me arrepiei um pouco vendo-o na minha Phillips velhota, o que seria numa televisão à séria.
quinta-feira, junho 28, 2012
Look who's talking (1989)
Gosto tanto deste filme (e dos seguintes). Lembro-me de ver este filme várias vezes quando era pequena e achar-lhe um piadão. Deve ter sido aqui que tive um primeiro lamiré sobre como são os espermatozóides e o óvulo. Deve também ter sido por esta altura que começou a moda de colocar vozes em bebés e animais nos filmes, e, aparte de um ou outro pormenor, para a época, as montagens não estão más, pelo menos coincidem com os gestos ou expressões faciais na maioria das vezes (e não estão alteradas por computador).
Mas o que eu realmente gosto neste filme é a família...esta família, que começou com uma gravidez não planeada, de um fulano completamente imbecil.
Enfim, não vou estar aqui a contar a história, mas as personagens, e vamos esquecer as vidas reais dos actores (o John Travolta tá feio que nem um texugo e a Kirstie Alley também está muito estragada...e é maluca) são super engraçadas, em particular, a forma paternal como o Travolta interage com cachopos e com a mulher, não sei como é com outras mulheres, mas a mim deixa-me completamente enternecida.
Mas o que eu realmente gosto neste filme é a família...esta família, que começou com uma gravidez não planeada, de um fulano completamente imbecil.
Enfim, não vou estar aqui a contar a história, mas as personagens, e vamos esquecer as vidas reais dos actores (o John Travolta tá feio que nem um texugo e a Kirstie Alley também está muito estragada...e é maluca) são super engraçadas, em particular, a forma paternal como o Travolta interage com cachopos e com a mulher, não sei como é com outras mulheres, mas a mim deixa-me completamente enternecida.
segunda-feira, junho 25, 2012
Snow White and the Huntsman
Gostei.
Tem bom enredo, tem boa banda sonora, tem o lado negro e tem fantasia, tem boas interpretações, tem trolls, fadas, veados, corvos, anões e exércitos. E tem movimento e tem alegria, como o Big Show Sic.
Agora vou ver a versão Mirror Mirror.
Não sei de onde surgiu agora esta onda de transformarem os contos de fada (sobretudo as versões soft da disney), mas eu deleito-me com isto. É o meu futebol.
terça-feira, maio 29, 2012
Terror
Desde Setembro de 2007 que não vejo filmes de terror. Não vou dizer porquê, mas sinto que esta minha decisão de recomeçar a vê-los talvez seja um bom sinal da minha sanidade mental.
Quando era mais nova, o meu filme de terror de eleição era o Chucky. Borrava-me de medo. Até que um dia aluguei o filme "A noiva de Chucky" na biblioteca municipal (num dos dias em que um dos funcionários não me impediu de o levar por eu ser menor de 18) e, de repente, o filme que era de terror passou a ser de comédia. Lembro-me vagamente de uma cena em que estavam os dois bonecos dentro de uma carrinha em andamento e íam matar umas pessoas. Mataram um e depois já não me lembro porquê, a porta de trás da carrinha abriu-se e outra pessoa foi projectada para a frente de outro camião que ía na auto-estrada, morrendo também. Nisto, o Chucky vira-se para a noiva e diz "Olha, assim também resulta!". E eu achei graça.
Quando era mais nova, o meu filme de terror de eleição era o Chucky. Borrava-me de medo. Até que um dia aluguei o filme "A noiva de Chucky" na biblioteca municipal (num dos dias em que um dos funcionários não me impediu de o levar por eu ser menor de 18) e, de repente, o filme que era de terror passou a ser de comédia. Lembro-me vagamente de uma cena em que estavam os dois bonecos dentro de uma carrinha em andamento e íam matar umas pessoas. Mataram um e depois já não me lembro porquê, a porta de trás da carrinha abriu-se e outra pessoa foi projectada para a frente de outro camião que ía na auto-estrada, morrendo também. Nisto, o Chucky vira-se para a noiva e diz "Olha, assim também resulta!". E eu achei graça.
Para comemorar esta minha decisão arrojada, decidi ver o Saw, que pelo que ouvi dizer e pela sinopse, parecia-me ser uma boa escolha. Assim sendo, para evitar pesadelos ou noites mal dormidas, vi o filme à tarde, com as janelas bem abertas, a deixar a luz entrar, ao mesmo tempo que ía descascando os legumes para a sopa. Um filme de terror visto assim perde logo 60% do medo.
E o filme realmente é brutal. Esperemos que não haja muitos psicopatas destes a cirandar por este mundo e, se os há, que se dediquem apenas à ficção.
E o filme realmente é brutal. Esperemos que não haja muitos psicopatas destes a cirandar por este mundo e, se os há, que se dediquem apenas à ficção.
Um dia destes hei-de juntar um grupo de amigos num sofá à noite, a ver um destes filmes. Aí é que era mesmo uma comédia.
P.S. Pus aqui imagens suaves que é para ninguém ter uma indigestão.
P.S. Pus aqui imagens suaves que é para ninguém ter uma indigestão.
sábado, maio 19, 2012
Colecção Tim Burton
Caro Público,
Esta semana comprei o jornal de propósito (normalmente leio na net, mas como já recebi - finalmente - desta vez decidi comprar em papel), mais por causa do filme Caos Calmo, do Nanni Moretti.
E foi com muito agrado que li as 3 páginas dedicadas aos filmes e informações da colecção do Tim Burton, que é um senhor que eu até achava que não faria muito o meu género, mas que é daqueles que também começa por estranhar, e depois, não digo entranha, mas aprecia-se, toma-se-lhe o gosto e fica-se na expectativa do próximo. Sobretudo a partir do momento em que soube que tinha sido ele a realizar o Eduardo Mãos-de-Tesoura, em 1990. Nessa altura, a o único realizador que eu conhecia era o Spielberg e era porque adorava o Parque Jurássico (e ainda adoro).
Posto isto, gosto da ideia de fazerem uma colecção do Tim...MAS, tenho pena de três coisas. A primeira não é muito importante, mas ainda assim, não compreendo porque é que não puseram os filmes por ordem cronológica, começando no Eduardo Mãos-de-Tesoura, terminando no Sweeney Tod.
A segunda, e essa sim é que é uma grande pena, é não terem incluído o filme do Batman e, mais recentemente, Alice in Wonderland.
A terceira, e não querendo desrespeitar, mas se fosse um nadinha mais barato, também dava jeito.
Cordialmente,
Uma leitora muito chatinha.
Esta semana comprei o jornal de propósito (normalmente leio na net, mas como já recebi - finalmente - desta vez decidi comprar em papel), mais por causa do filme Caos Calmo, do Nanni Moretti.
E foi com muito agrado que li as 3 páginas dedicadas aos filmes e informações da colecção do Tim Burton, que é um senhor que eu até achava que não faria muito o meu género, mas que é daqueles que também começa por estranhar, e depois, não digo entranha, mas aprecia-se, toma-se-lhe o gosto e fica-se na expectativa do próximo. Sobretudo a partir do momento em que soube que tinha sido ele a realizar o Eduardo Mãos-de-Tesoura, em 1990. Nessa altura, a o único realizador que eu conhecia era o Spielberg e era porque adorava o Parque Jurássico (e ainda adoro).
Posto isto, gosto da ideia de fazerem uma colecção do Tim...MAS, tenho pena de três coisas. A primeira não é muito importante, mas ainda assim, não compreendo porque é que não puseram os filmes por ordem cronológica, começando no Eduardo Mãos-de-Tesoura, terminando no Sweeney Tod.
A segunda, e essa sim é que é uma grande pena, é não terem incluído o filme do Batman e, mais recentemente, Alice in Wonderland.
A terceira, e não querendo desrespeitar, mas se fosse um nadinha mais barato, também dava jeito.
Cordialmente,
Uma leitora muito chatinha.
quinta-feira, maio 10, 2012
A Vida é Bela
Posso ver este filme 50 vezes, pois serão 50 vezes que os meus canais lacrimais vão entrar em funcionamento.
O amor que este homem tem por esta mulher (que é real) e pelo filho (no filme) é soberbo.
E a banda sonora do Nicola Piovani (andei anos a pensar que era uma mulher) é igualmente maravilhosa.
Se tivesse que escolher um filme de eleição, seria este.
segunda-feira, abril 16, 2012
Little Miss Sunshine e Jaime
O que eu adoro este filme...Desta vez vi-o com legendas em francês (é o TPC que eu dou a mim própria). Lembro-me de o ter ido ver ao cinema pela primeira vez e rir-me até me doerem os maxilares na parte final. E desta vez voltei a fazer o mesmo. Tive que pôr a mão na boca e fazer um esforço para não acordar a Sophie, que é a minha colega de quarto, mas a moça dorme que é uma beleza, não se incomoda muito com os sons (é mais com a luz).
Foi a primeira vez que vi este filme do início ao fim e fico feliz por poder adicionar este à muito curta lista de filmes portugueses que gosto.Agora podia fazer aqui um pequeno trocadilho totó...Se fosse francesa, diria J'aime Jaime.
Estes dois filmes têm uma coisa em comum...excelentes jovens actores. Esperemos apenas que a Abigail Breslin não tenha o mesmo destino que o Saúl Fonseca: o desaparecimento.
terça-feira, março 20, 2012
Cinema no feminino
Happy-go-lucky, fiquei a saber, significa uma pessoa sem grandes preocupações, que leva tudo na boa. Este filme ao início parece girar em redor de uma protagonista um bocado apatetada, e na verdade é, mas depois é uma agradável surpresa ver que isso não afecta a sua sensibilidade e tacto. É britânico, vi-o sem legendas e percebi tudo, estou orgulhosa (claro que se fosse aquele escocês profundo, via-me à rasca).
Tinha uma expectativa muito diferente deste filme. Confesso que até me fez um bocado impressão na primeira meia hora, aqueles rituais absurdos da corte francesa. Que aprisionamento.
Estava também à espera que ela dissesse a célebre frase "Se o povo não tem pão, então comam bolos", e a não ser que tenha adormecido nessa parte, acho que ela não disse. E também pensava que íam pôr a parte da guilhotina. Gostei da caracterização e dos bolos =D
Um filme norte-americano atípico (se não fosse pela sua origem, podia passar por europeu). Uma interpretação brutal e bastante diferente do habitual da Anne Hathaway. Um filme que podia muito bem ser real. Em alguns momentos arrepiou-me, não por causa de nenhuma imagem chocante, mas precisamente pelo seu realismo. Com muita interculturalidade e dramas familiares à mistura. Uma coisa que eu gostei neste filme é que cada personagem distinguia-se perfeitamente das demais, até mesmo aquelas que só diziam meia dúzia de coisas, o que me permite um melhor "saboreamento" da narrativa.
Tinha uma expectativa muito diferente deste filme. Confesso que até me fez um bocado impressão na primeira meia hora, aqueles rituais absurdos da corte francesa. Que aprisionamento.
Estava também à espera que ela dissesse a célebre frase "Se o povo não tem pão, então comam bolos", e a não ser que tenha adormecido nessa parte, acho que ela não disse. E também pensava que íam pôr a parte da guilhotina. Gostei da caracterização e dos bolos =D
Um filme norte-americano atípico (se não fosse pela sua origem, podia passar por europeu). Uma interpretação brutal e bastante diferente do habitual da Anne Hathaway. Um filme que podia muito bem ser real. Em alguns momentos arrepiou-me, não por causa de nenhuma imagem chocante, mas precisamente pelo seu realismo. Com muita interculturalidade e dramas familiares à mistura. Uma coisa que eu gostei neste filme é que cada personagem distinguia-se perfeitamente das demais, até mesmo aquelas que só diziam meia dúzia de coisas, o que me permite um melhor "saboreamento" da narrativa.
terça-feira, janeiro 17, 2012
Bons filmes
Curioso, agora que reparo, as capas até são parecidas. Estes foram dois dos filmes que vimos este fim de semana. Ambos óptimos.
E porque este pedaço de história (entre outros) não é assim tão longínquo, eu tenho medo de que, nestes tempos de crise, surja um "salvador" que venha a ser um ditador. E se esse ditador tiver ideias tão brilhantes como as de Hitler, e for tão eficaz a levá-las avante como ele...eu sei que há por aí algumas pessoas que, por falta de consolidação dos seus valores, por ausência de pensamento crítico, e, por consequência, com facilidade em cair em discursos demagógicos e em prol de um bem qualquer maior, disponibilizar-se-iam para levar a cabo actos vergonhosos, talvez não tão chocantes como este, mas lá próximos. Enfim, eu sou um pouco paradoxal. Tanto acredito que o ser humano é capaz de fazer coisas extraordinárias, como acredito que é também capaz de fazer coisas absolutamente horríveis. O "Ensaio sobre a cegueira" foi, para mim, muito elucidativo.
E a propósito disto, fica também este filme, muito relacionado com o tema e igualmente recomendável.
| Os Últimos dias |
Por mais filmes (A vida é bela, Lista de Schindler, Pianista, ...), documentários ou livros (Diário de Anne Frank, Em nome de todos os meus, de Martin Gray, ...) que vi ou li até hoje, o choque está sempre presente. Este documentário do Spielberg foi arrebatador. Tive que fazer um certo esforço para não me levantar e sair dali, porque estava a ser demais. Mas porque é real e pelo respeito que se deve ter pela História e, ainda mais, por aquelas pessoas que fizeram parte do Holocausto (as vítimas, evidentemente), eu vi até ao fim.
E porque este pedaço de história (entre outros) não é assim tão longínquo, eu tenho medo de que, nestes tempos de crise, surja um "salvador" que venha a ser um ditador. E se esse ditador tiver ideias tão brilhantes como as de Hitler, e for tão eficaz a levá-las avante como ele...eu sei que há por aí algumas pessoas que, por falta de consolidação dos seus valores, por ausência de pensamento crítico, e, por consequência, com facilidade em cair em discursos demagógicos e em prol de um bem qualquer maior, disponibilizar-se-iam para levar a cabo actos vergonhosos, talvez não tão chocantes como este, mas lá próximos. Enfim, eu sou um pouco paradoxal. Tanto acredito que o ser humano é capaz de fazer coisas extraordinárias, como acredito que é também capaz de fazer coisas absolutamente horríveis. O "Ensaio sobre a cegueira" foi, para mim, muito elucidativo.
E a propósito disto, fica também este filme, muito relacionado com o tema e igualmente recomendável.
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| A Onda, de Dennis Gansel |
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