terça-feira, outubro 25, 2011

Big Fish


O Tim Burton é doido, tal como a mulher (Helena Bonham Carter) e tal como a maioria dos doidos, tem um lado de genialidade que faz inveja a muitos mortais! Muito bom. Estranha-se, depois entranha-se.

Janela indiscreta

 

Às vezes pergunto-me...porque é que eu não nasci filha do Mário Augusto? Porquê???



PS: O/a idiota que escreveu o título deste vídeo devia levar um valente puxão de orelhas por estar a assassinar a língua portuguesa, numa coisa tão básica (credo, cada vez se escreve pior!).

quinta-feira, outubro 20, 2011

Uma questão de atenção

Ele: A comer chocolate! Sua gulosa sem vergonha. Nem ofereces!

Eu: A culpa é tua. Não me dás atenção, depois olha...

Ele: Se eu fosse a comer chocolate pelas vezes em que não me ligas, a esta hora já estaria no peso pesado.

Eu: Eheheheheheheheheheh. Muito bom.

Ele: Incha pacheco.*



* O meu rapaz tem este tipo de expressões, como "arrefinfa na bilha" e coisas assim. Não vale a pena fazer muitas perguntas.

Tese (novamente)










É este o espírito !


Estou a desesperar, estou mesmo. Falta um mês e pouco para a entregar e estou muito, muito atrasada. Socorro!

quarta-feira, outubro 19, 2011

Kebons kebabs!

Hoje fiquei finalmente a saber a diferença entre laffa e falafel. A grafia de vez em quando confundia-me. Assim sendo, gosto muito do pão laffa, mas falafel nem por isso. E falafel pronuncia-se "faláfel", com tónica na segunda sílaba e não na última, como eu dizia.

Um dos objectivos da minha vida é adquirir e, se o desespero levar a isso, roubar a receita do molho do Joshua's. Ehehe. É que eu já tentei praí umas 3 versões, mas não consigo lá chegar. As receitas que circulam aí pela net, é tudo balelas.

Indignada pois!

Ainda não percebi muito bem mas ao que parece acabo de ver debitados na minha conta 5,65€ de portagens. Porquê? Porque fui de Abrantes até ao Entroncamento. Porquê? Porque na estação de comboios de Abrantes existem apenas alguns comboios. Imaginemos que tenho uma consulta em Lisboa às 17h30, terei que apanhar o regional às 11h41 que chega a Lx às 14h. Porque o comboio a seguir só já chega às 18h15. Assim sendo, apanhei antes o comboio no entroncamento.
Ía tão concentrada em chegar lá a tempo que nem reparei se havia na estrada algum dispositivo qualquer que me indicasse que as portagens já estavam a funcionar, nada. 5,65 para ir de abrantes até ao entroncamento?? Não é possível. Então mas isso é quase o que eu pago para ir até Lisboa, que são 140 kms. De Abrantes até ao Entroncamento são 30!
Acho extraordinário este governo apostar nas auto-estradas, deixá-las caríssimas e insustentáveis e fechar cada vez mais linhas ferroviárias. Entre outras coisas, parabéns, têm feito um excelente trabalho. Não se admirem se causarem uma revolução em breve. Vocês são o máximo. 

quinta-feira, outubro 13, 2011

Story of stuff

Acho que nunca fiz publicidade deste SITE mas vale mesmo a pena ver e reflectir.

Para quem não domina bem o inglês aqui fica um dos primeiros legendado:

Ajude o país a sair da crise

«Nos próximos anos vamos atravessar um período muito difícil na nossa terrinha. Quanto tempo será - é algo que também depende de si.

Nos tempos que correm, é muito provável que já lhe tenha passado pela cabeça que o seu rendimento mensal pode vir a ficar em perigo. Não queremos deprimi-la(o), mas, no mínimo, é bom que tenha a noção de que a crise vai inevitavelmente afetá-lo de alguma forma, se não afetou já.

Se até hoje o argumento ambiental ainda não o seduziu, convença-se de que ao optar por comprar produtos produzidos em Portugal estará a dar um contributo importante para ajudar o país a sair da crise, fomentando a produção nacional e o emprego, com óbvias repercussões positivas nas finanças do país e, reflexamente, no nível de vida de todos nós.

Por exemplo, ainda insiste em comprar fruta vinda do estrangeiro? Eu sei que há supermercados cheios de fruta vinda dos quatro cantos do planeta. Mas há muito sítio onde é possível comprar fruta portuguesa. Esqueça as mangas do Brasil, as bananas da América, as maçãs francesas, os quivis da Nova Zelândia ou da Itália ou as peras e os morangos espanhóis. Temos fruta absolutamente deliciosa em Portugal. O nosso leite é de muitíssima boa qualidade. Iogurtes, sumos, massas, arroz, peixe, carne, legumes, enlatados, bolachas, sabonetes, papel higiénico, roupa, até o café que bebemos… Pense bem antes de consumir produtos estrangeiros. Se é verdade que por vezes alguns deles são um pouco mais baratos, tenha consciência de que isso acabará por sair caro. Pense mais no retorno que está a garantir ao preferir antes o produto nacional.

Se tiver dúvidas, confira o código de barras: o código dos bens produzidos no nosso país começa quase sempre por 5 60. Mas para garantir que se trata mesmo de um produto nacional (e não de um produto importado ao qual foi adicionado o código de barras português) verifique sempre na informação do produto o local de fabrico ou de origem.

E não se esqueça: de cada vez que contribuir para a economia paralela estará a contribuir para afundar ainda mais o país. Mais tarde ou mais cedo, vai acabar por pagar – a doer – aquilo que julga ter poupado.

Espalhe. E espalhe outra vez. E volte a insistir. Por si e por todos nós. Não se esqueça: depende também de si. Todos os dias.»

Roubado daqui.

segunda-feira, outubro 10, 2011

Tese

Não gosto de ti. Se fosses um filho, eu até te paria e aguentaria as dores. Mas a diferença entre ti e um filho, é que esse eu quero manter, mas a ti, só te quero ver pelas costas.

domingo, outubro 09, 2011

Perspectivas

Eu: Queres casar comigo?
Ele: Não.
Eu: Vá lá, casa lá comigo. Não é para breve, é só daqui a uns anos.
Ele: ...
Eu: Queres ficar comigo para sempre?
Ele: Quero.

Rage against the machine

Ando zangada com o mundo. Não sei se será só do mundo à minha volta, ou do meu mundo em particular. Provavelmente os dois. E quando se está zangado, a zanga tem que sair por algum lado. Ou por vários. E eu exprimo a minha zanga em relação às portagens da seguinte forma:

Abrando o carro à saída da A1 e páro na portagem automática (aquela em que se paga com cartão ou moedas).

Máquina: "Insira título" (nem boa noite nem nada, logo directa ao assunto. ate' me espanta como e' q ela nao me diz logo "Toca a pagar!!")

Eu: Vai-te f...

Máquina: "Efectue pagamento"

Eu: Cabrões...

Máquina: "Retire talão"

Eu: faço careta e digo mais uma asneira. Meto primeira e arranco.

Se eu não fosse sozinha à noite, teria ido pela nacional, teria. Mas se eu de dia já me perco 20 mil vezes sem mapa e sem gps, à noite então não me arrisco a andar por estradas que nao conheço.
Mas continuo sem compreender porque é que as portagens são tão caras. Qualquer dia paga-se tanto de portagem como de gasolina. Afinal as auto-estradas foram feitas so' para os ricos e eu nao sabia.

segunda-feira, outubro 03, 2011

In Noctern


Que música linda...E que belo filme. Não tenho vergonha de o dizer. Chorei baba e ranho a ver o filme. Só não digo Harry Potter forever porque é um bocado foleiro. Mas o espírito é esse. Obrigada JK, por uma vez, numa viagem de comboio, teres tido o insight para o começo de uma história que me acompanha há dez anos e que tantas vezes foi o meu refúgio, a minha realidade paralela à realidade que por vezes é tão assustadora como os dementors.
Num conjunto de livros dedicado ao público infanto-juvenil (eu continuo a achar que se adapta a qualquer idade, mas adiante), retrata-se a morte, a cobiça, injustiça sociais, a dominação de elites, a coragem, a amizade, o amor, o perdão. E tanto mais...

Casa Nova, Vida nova ?

Este fim de semana mudei-me para a Penha de França, uma casa mais pequena, e curiosamente, muito mais reconfortante do que o T2 espaçoso de Alverca. Isto faz-me pensar que não é o tamanho da casa que é importante, mas sim a sua organização, o seu significado e, obviamente, o contexto. E a companhia também.

Formações, Conferências, Debates - papo tudo

Acho que daqui a uns anos vou começar a ser mais selectiva na escolha de conferências, debates, formações ou tertúlias a que queira ir. Por enquanto, os palestrantes podem ficar contentes com a presença de mais um elemento que, como ainda não tem muita pedalada nisto, vai a todas. Ou praticamente todas as que interessam.
Curiosamente, sou sempre a pessoa mais nova em quase todos os eventos. Aqui há tempos fui a uma conferência sobre a participação dos pais na escola, promovida pelo Ministério da Educação, acho eu. E discretamente as pessoas olhavam para mim com alguma curiosidade, talvez pensando "O que estará uma cachopa tão nova a fazer aqui?". Isto tem o seu lado bom e mau. Se por um lado me sinto à vontade para ir a estes eventos e ainda manter algum interesse em continuar a ouvir aquela malta (incluindo Maria de Lurdes Rodrigues e pessoas assim), por outro lado, sinto-me altamente coibida em fazer uma questão ou um comentário. Afinal de contas, eu ali sou sou apenas uma miúda.

sexta-feira, setembro 30, 2011

Dicotomias

Desde que me reconheço enquanto ser social que sinto, tal como toda gente, os efeitos de se fazer parte de um dos lados de uma dicotomia. Rico vs pobre. Bem vestido vs mal vestido (conforme a moda). Gordo vs Magro. Branco vs Negro. Feio vs Bonito. Filho de boas famílias vs Filho de gente desconhecida. Curiosamente, eu estava quase sempre no meio.
Fazendo eu parte da classe da sociedade que está em vias de extinção - a classe média - nunca sofri particularmente com a questão das classes. Como ficava ali no meio, passava despercebida. E no entanto sempre senti - sentir mesmo, porque na verdade nunca percebi - de que havia ali uma espécie de barreira invisível que fazia com que pessoas de um dos lados da dicotomia não tivessem uma relação próxima com as do outro lado. E a percepção que sempre tive foi de que afastamento activo vinha sempre do lado mais poderoso da dicotomia, o mais aceite, o "melhor". O branco, magro, rico, bem vestido e filho de "boa" família.
E lembro-me disto desde os tempos da primária. É impressionante como estes estereótipos começam logo a ser desenvolvidos desde tenra idade. A escola primária onde andei (reparem como não digo "a minha escola") era um colégio religioso, cuja boa parte dos alunos provinham de estratos sociais mais "elevados". E eu com 6 anos sabia lá o que era um "estrato social mais elevado". E contudo...sabia. Não só sabia como curiosamente, as pessoas com quem mais tinha atritos eram justamente essas. E sempre assim foi, até hoje. Com as devidas excepções.
Apesar de este ser um colégio com poucas turmas e normalmente isolado do exterior, funcionava como ATL de outras escolas. Lembro-me de estar no recreio (que tinha um escorrega cuja funcionária só deixava andar quem ela queria, quando queria) e virem duas meninas, gémeas acho eu, mais pobres (e isto percebia-se devido às roupas que utilizavam e a outra série de factores, como o isolamento, as pessoas com quem se davam, talvez até a forma como eram tratadas pelos adultos, quem sabe) que vieram ter comigo e perguntaram-me "Queres ser nossa amiga?". Eu fiquei a olhar para elas por uma fracção de segundo, em que pensei estupidamente "Mas elas são diferentes. Elas fazem parte do outro grupo." E depois penso que disse que sim e lá fui brincar com elas. Ou talvez não, talvez me tenha deixado levar pelo preconceito idiota e evitei-as. Não me lembro. Só me lembro deste pequeno momento. Anos mais tarde percebi o quão doce e inocente foi aquela pergunta, e até mesmo original...E chego a sentir-me culpada se porventura as ignorei.
Enfim, como estes há tantos outros exemplos. Um dos melhores exemplos para perceber, entre miúdos, quem são os populares e quem não é, é observar as aulas de ginástica e pôr 2 putos a escolher equipas. E observar quem são os primeiros a ser escolhidos e quem fica para o fim. E a seguir pensar em que é que isso afecta a auto-estima dos primeiros e dos últimos. Estes últimos, até podem ser potenciais Nelsons Évoras ou Fernandas Ribeiros, mas quando somos deixados para o fim uma vez, sabemos que muito provavelmente seremos deixados para o fim na próxima...and so on and so on. E isto torna-se uma pescadinha de rabo na boca.
Só de pensar que me pus a pensar nisto depois de ter estado num grupo de pessoas que não conhecia e sentir ali algo que eu não consigo explicar, e depois ter visto uma parte de um filme dos Flinstones, em que o personagem principal (o do yabadabadoo) começa a dar-se com a personagem que depois fica mulher dele, que vem de uma família abastada. Nisto, outra personagem desse meio abastado pergunta ao Fred (acho que é Fred) onde ele trabalha. Este responde-lhe que é funcionário numa pedreira. O outro ri-se, conta aos outros, que também se riem e vê-se o Fred a diminuir progressivamente até ficar do tamanho de uma batata. E pronto, aqui está explicadinho o que é aquilo de que já há 5 anos ando a ouvir falar...exclusão social e baixa auto-estima.
Era bonito viver num mundo onde as pessoas olhassem umas para as outras de igual maneira nao? Independentemente de estratos sociais. Mas parece que tal não é possível. Resta-me a mim tentar pelo menos incutir estes valores nas crianças com quem lido, nos meus futuros filhos, tal como a minha família me ensinou e de que muito lhes agradeço...Sobretudo à minha avó, pois sempre que eu fazia um comentário irreflectido a alguém, ela dizia-me algo como "lá porque aquela pessoa é pobre ou tenha a roupa suja, não quer dizer que ela seja má pessoa...merece tanto respeito como qualquer outra".
E é isso. E agora vou ali buscar um lenço para enxugar a cara, que isto deixou-me triste.