terça-feira, julho 03, 2012

Puta


Já tinha saudades do verão...






Leiloes.net - Conta suspensa - limite de crédito ultrapassado

« Caro/a Carolina M.,

A sua conta no Leiloes.net encontra-se temporariamente suspensa porque excedeu o limite de crédito permitido para o seu registo.

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A equipa do Leiloes.net
02.07.2012 06:15:20 »

Leilões.net...andei eu aqui a falar bem do vosso serviço e é assim que me recompensam? Transformando um serviço que era gratuito num serviço pago, com regras manhosas?

Bardamerda pa vocês...A conta não vai ficar suspensa, vai mesmo ser desactivada. Se tenho que estar a pagar para vender, para isso vou vender para as feiras da ladra. Ou vou para outro site. Fogo, até vocês chulam a malta!

domingo, julho 01, 2012

Um dia...

...talvez tenha coragem para fazer algo parecido com isto.

Cuspidela metafórica

Costuma-se dizer que quando se cospe para o ar, normalmente a cuspidela cai-nos em cima. E isto confirma-se com bastante regularidade.

Esta sexta-feira (yeee) fui à Aldeia do Mato com a Lulu e às tantas ela diz-me: "Epá, aquele homem está ali com um bruto escaldão nas costas...", ao que eu respondo: "Opá, estas pessoas...sabem perfeitamente que a esta hora os raios UV estão fortíssimos e não tomam precauções. Até parece que nunca ouviram falar em coisas como o cancro da pele..."

De notar que eu de facto besuntei-me com protector solar, mas desta vez em vez de me besuntar antes de sair de casa, como é habitual, besuntei-me em cima da hora e, para ajudar, há sítios em que eu me esqueço de passar o protector ou então não passo o suficiente.
É quase como estar a reviver os velhos tempos em que era eu uma adorável bebé com poucos meses de idade e em que ainda estava no primeiro estádio de Piaget, na fase em que se há algo que não se vê (ou deixa de ver) então é porque não existe (refiro-me então às minhas costas e parte de trás das pernas, não visíveis directamente). Só passados uns minutos é que tenho então noção da permanência do objecto e peço para me porem protector nas costas e, a partir daí, é num ápice que dou por mim já a ultrapassar o estádio das operações formais. Mas esses poucos minutos em que decidi demorar-me mais um bocadinho no estádio sensório-motor foram o suficiente para o escaldão se formar.

Resultado: quando cheguei a casa e me virei de costas para o espelho tinha uns belos "degrades" de cima a baixo.

Para a próxima já não te armas em esperta.

O meu medo

Quando era pequena, tinha medo de ficar sozinha na savana com um leão à minha frente.

Quando era pequena, tinha medo de ser mordida por uma cobra de água quando estivesse a tomar banho no ribeiro.

Quando era pequena, tinha medo que os bullys me fizessem mal a mim, aos meus amigos ou aos miúdos mais indefesos.

Quando era pequena, tinha medo de ir à garagem sozinha porque estava escuro.

Hoje já não tenho estes medos (excepto o do leão, vá, mas a probabilidade de tal acontecer é muito diminuta).

Hoje o meu medo é eu não poder sustentar-me trabalhando na área em que me formei.

Quando vejo notícias sobre violência doméstica, fico feliz por o tema ser discutido mas tenho pena de não estar a participar mais activamente. Quando conheço projectos que promovem a inclusão, a cooperação e a não descriminação, fico feliz por haver alguém que está a fazer um bom trabalho, mas tenho pena de não ser uma dessas pessoas. Quando vejo actividades interessantes feitas com famílias, tenho curiosidade para saber como decorreu a preparação das mesmas. Quando vejo alguém a dar uma boa formação, tenho pena de sentir que vai demorar mais tempo do que eu esperava para também eu poder partilhar com outros a minha experiência.

Mas isto não é um lamento, tão pouco sequer uma conformidade com uma realidade um pouco ingrata. É apenas uma clarificação para mim mesma de que tenho que dar um pouco mais de corda aos sapatos para que possa chegar onde quero.

quinta-feira, junho 28, 2012

Look who's talking (1989)








Gosto tanto deste filme (e dos seguintes). Lembro-me de ver este filme várias vezes quando era pequena e achar-lhe um piadão. Deve ter sido aqui que tive um primeiro lamiré sobre como são os espermatozóides e o óvulo. Deve também ter sido por esta altura que começou a moda de colocar vozes em bebés e animais nos filmes, e, aparte de um ou outro pormenor, para a época, as montagens não estão más, pelo menos coincidem com os gestos ou expressões faciais na maioria das vezes (e não estão alteradas por computador).
Mas o que eu realmente gosto neste filme é a família...esta família, que começou com uma gravidez não planeada, de um fulano completamente imbecil.
Enfim, não vou estar aqui a contar a história, mas as personagens, e vamos esquecer as vidas reais dos actores (o John Travolta tá feio que nem um texugo e a Kirstie Alley também está muito estragada...e é maluca) são super engraçadas, em particular, a forma paternal como o Travolta interage com cachopos e com a mulher, não sei como é com outras mulheres, mas a mim deixa-me completamente enternecida.

Portugal - Espanha, visto por três mulheres*

Por mero acaso, dei por mim a ver o jogo. Nem sequer sabia que era hoje que ía dar. Sabia contra quem era, porque no facebook não se falava (nem fala) de outra coisa.
Mas pouco antes do jogo começar, fui visitar uma família amiga, que já tinha as pevides, a cerveja e os amendoins preparados para o espectáculo futebolístico. Assim sendo, ficaram três mulheres e um homem a ver futebol.
Eis algumas coisas ditas pelas três mulheres durante a primeira parte do jogo:

Apresentação dos jogadores de Espanha:
"Feio...feio...feio...feio...feio...safa-se...feio...feio...giro...feio...giro..."

Apresentação dos jogadores de Portugal:
"Feio...feio...feio...feio...feio...safa-se...feio...feio...feio...feio...feio..."

Este "safa-se" foi meu e era em relação ao Rui Patrício, personagem que eu desconhecia, como aliás quase todos os jogadores. Só conhecia o Ronaldo, reconheci a cara do brasileiro, sabia que havia um Coentrão (que me faz sempre lembrar carne à alentejana ou açorda), um Postiga (esse nem sei se lá estava) e um Bruno Alves (porque uma vez ouvi o nome e pareceu-me Nuno Alves, que é o nome do meu rapaz). De resto, eu ao início nem percebi que equipa era qual.

Seguem-se as perguntas:

- "Porque é que cada jogador leva uma criancinha com ele no início?"
- "O que é uma grande penalidade?"
- "Porque é que fazem este efeito na relva com faixas mais claras e como é que fazem isto?"
- "O que é que o fiscal de linha faz?"
- "O penalti é só quando o jogador toca com a mão na bola, não é?"
- "O que é exactamente um fora de jogo?"
- "Esta coisa dos cartões entra para o cadastro do jogador?"

Que fique claro, eu estou-me pouco marimbando para as respostas a estas perguntas. Só no momento é que elas surgiram. E eu até sei a resposta a quase todas, não me peçam é para explicar.
Quando entrou o intervalo, vim-me embora, porque era a altura ideal para ir correr, pois o sol já estava a esconder-se e a temperatura a arrefecer. Quando voltei da minha corrida-caminhada, o jogo continuava exactamente na mesma (excepto o Paulo Bento, que já não tinha casaco nem gravata)...Zero a zero (booooring).
Decidi então fazer o mesmo que faço com um livro, mesmo com algumas partes aborrecidas, já que comecei, agora leio até ao fim. E eis que chegam os penaltis e eu até dou por mim a bater umas palminhas irreflectidas ou a fazer uns sons de contentamento aquando os golos de PT.

Após constatada a derrota, eu, mulher que não percebo nada de futebol (pelo simples motivo de que não me interesso por ele) pergunto-me...Num jogo decisivo para a selecção, porque raio é que não puseram o Cristiano Ronaldo a fazer um dos penaltis?


*três mulheres inteligentes que não percebem de futebol nem lhes interessa serem experts no assunto

quarta-feira, junho 27, 2012

Ah e tal, porque és jovem...

Jovens que porventura leiam este blog e que estejam a anhar com tanto calor e com dois meses pela frente com algum tempo livre pelo meio, sugiro-vos que dêem uma vista de olhos nesta página.


Eu já me inscrevi numa das actividades e estou a controlar-me para não me inscrever em mais uma ou duas, que me são aliciantes.

Uma vez que encontrar trabalho neste país está difícil, sobretudo na área que procuro, eu decidi que, este verão, antes prefiro participar em actividades esporádicas que me enriqueçam pessoalmente, mas que não me custem muito dinheiro (esta actividade em que vou participar não tem quase custos nenhuns), do que estar presa a um trabalho que não me traz nada de novo por aí além, que não me permite ter algum tempo livre para, por exemplo, fazer uma formação, que me deixa exausta (como é o caso da restauração) e ter que trabalhar com pessoas que não querem saber da minha formação profissional p'ra nada (formação essa que demorou alguns anos e com bastante trabalho).

Fernanda Freitas


Gosto desta mulher. Acho que é uma mulher inteligente, prática e sensata.
É a apresentadora de um dos programas mais interessantes da televisão portuguesa, que infelizmente dá num horário errado...Devia ser exibido em horário nobre, substituindo uma das novelas ou reality shows idiotas, mas infelizmente não é isso que interessa à maioria dos telespectadores portugueses.

"É voluntária há 6 anos em hospitais pediátricos.
É autora do livro “Sem Medo, Maria” — retratos da violência doméstica em Portugal.
Integra o Forum da Educação para a Cidadania assim como a Plataforma dos direitos da criança;
Foi Embaixadora Nacional do Ano europeu contra a pobreza e exclusão social.
É Presidente Nacional do Ano Europeu do Voluntariado-2011." (Wikipedia)

E em relação a esta última frase, é sensata o suficiente para saber separar as águas entre o que é o voluntariado e o que é o aproveitamento de trabalho gratuito. Eu já fui voluntária durante alguns anos e também sei bem quais são os deveres e direitos de um voluntário, assim como me recuso a trabalhar gratuitamente sob o título de voluntariado.

No fundo, ela é aquilo que eu também quero ser quando chegar à idade dela. Interessamo-nos por temas semelhantes e, modéstia à parte, eu também me considero minimamente inteligente e sensata.
Já a vi pessoalmente (no Boot Camp Do Something) e não creio estar enganada em relação a ela.

Bem-haja a esta senhora.

terça-feira, junho 26, 2012

Penedo Furado 2011








"Dei aqui uma bela fodinha. Amo-te"

Se isto não é amor e originalidade...
Sabemos que vai estar cheio de gente para o próximo fim de semana, mas não temos hipótese...lá estaremos outra vez.

segunda-feira, junho 25, 2012

Um casaco perdido nos confins da CP

CP, CP...

O que é que eu faço contigo?

Esta nossa relação ambígua um dia ainda vai dar em ruptura.
Já me deste algumas alegrias, continuo a preferir-te a ti à Rede Expressos e ainda mais ao carro e às portagens. Para teres ideia de como já te sinto como uma extensão da casa, eu ontem saí do comboio de meias. É verdade. Estava tão entretida a ler o meu jornal e a ouvir os Balkan Beat Box, com os pés apoiados no banco da frente (só com meias, evidentemente), que só me apercebi de que tinha chegado ao destino quando vi dois homens a sair e um deles a lançar-me um olhar como quem me dizia "Veja lá se não é esta a sua paragem."...e tinha razão. Maneiras que, com medo que as portas se fechassem, eu tive que agarrar nos ténis, na mochila, na mala, no jornal e num saco com artigos para os bolos, tudo de uma assentada, esquecendo que tinha o mp3, que ficou por momentos a bailar, apenas agarrado pelos fones aos meus ouvidos. Felizmente que só uma ou duas pessoas me viram a sair do comboio de meias...e era de noite. E se mais pessoas vissem, também não queria saber...que vergonha a mais também chateia.

Mas, CP, também já me deste vários desgostos...e este é mais um a juntar ao rol.

É certo que foi por minha distracção que me esqueci do meu casaco no banco da estação, mas também foi passados 3 minutos que me apercebi da sua ausência e expus a situação ao revisor. Por sua vez, ele ligou a alguém que assegurou que encontrou o casaco e que o iria guardar nos Perdidos e Achados...Então, como é que me explicam que o casaco tenha desaparecido? O que é que de tão misterioso aconteceu entre a plataforma 4 e as bilheteiras, apenas separadas por alguns metros, para que o meu rico casaco tenha sumido?

Eu sei que é apenas um casaco, mas calha que até é um casaco do qual eu gostava muito (sim, já falo no passado, já estou a fazer o luto). E calha que eu sou moça que não gosto muito de comprar roupa, por ser uma seca, porque gasto dinheiro e porque considero que não preciso de mais roupa.

Após quatro idas às bilheteiras e um telefonema à CP, como é que é possível não terem o casaco?
Depois de tantas greves que vos aturei, de enganos nas informações, de aumentos sucessivos de preços, de atrasos, de funcionários antipáticos...e vocês não são capazes de me guardar uma porra de um simples casaco? Vou-vos escrever uma reclamação, que dificilmente me fará recuperá-lo, mas sempre fica registada.

Com isto tudo, só me resta dizer...

Shame on you, CP, shame on you.

Cúmulo da irritação

É eu dar-me ao trabalho de me inscrever em mais um site de emprego, em que tenho que inserir tooooooodos os meus dados pessoais e ainda ter que preencher novamente uma série de campos relacionados com formação e experiência profissional e, quando finalmente terminado o processo, querer candidatar-me a uma oferta...e aquilo dar erro à primeira, à segunda e só finalmente à terceira, quando já deito fumo pelas orelhas, aquilo finalmente envia.

É saturante isto. É sentir que estou constantemente a trabalhar para o boneco. E as respostas são poucas, comparadas com os as candidaturas. E o "sim" é coisa que não existe. Pudera, com tal desfasamento entre procura e oferta. E estes sites em que se tem que pagar para consultar a oferta de emprego??? Inacreditável.

Resta-me então estudar mais um dossier, desta vez sobre a Rede Social e a Comissão Social de Freguesia para que, sem qualquer garantia, talvez consiga estabelecer o meu próprio local de trabalho.
No mundo encantado das fadas, eu gostava de poder reunir uma equipa eficaz, à qual pudesse pagar de forma minimamente justa, para dar resposta, na medida do possível, às necessidades da comunidade em vista. Mas não sei se existem fadas em Portugal...sei que existem trolls, muitos, mas fadas, dá-me ideia que já desandaram daqui para fora.

Mirror mirror

Que filme tão parolo. Bah.

Snow White and the Huntsman


Gostei.
Tem bom enredo, tem boa banda sonora, tem o lado negro e tem fantasia, tem boas interpretações, tem trolls, fadas, veados, corvos, anões e exércitos. E tem movimento e tem alegria, como o Big Show Sic.

Agora vou ver a versão Mirror Mirror.

Não sei de onde surgiu agora esta onda de transformarem os contos de fada (sobretudo as versões soft da disney), mas eu deleito-me com isto. É o meu futebol.